quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro, cidade...

conhecida como "cidade maravilhosa", famosa pelas belas praias, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, futuro jogos Olímpicos de 2016... e pela violência frequente.


As notícias são muitas quando se trata do Rio. Até a pouco tempo se enfatizava os próximos jogos Olímpicos, com sede na cidade. Agora o tópico é de guerra. No mais puro sentido da palavra.

Bandidos com armas de nível militar. Tanques de guerra da marinha brasileira passando por cima de automóveis em chamas. Atentados praticamente terroristas. Tiroteios. O Estado mudou de máscara.

Vi no jornal o que os traficantes e bandidos disseram como "motivo" para o atual estado: "Com UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), não tem Jogos Olímpicos". Uma frase para ser pensada. Teria a UPP dado algum motivo para que os "vilões" fizessem as atrocidades que vêm cometendo? Ou então querem apenas seu "espaço livre" para continuar com pequenos assaltos e execuções contra inimigos?

Fato é que o povo é quem recebe pelos atos de ambos os lados. Guerra alimenta guerra. Ninguém nunca pensa em um acordo pacífico e só querem revidar na mesma moeda para mostrar o poder que tem. O Secretário de Segurança do RJ diz com o maior orgulho que "A conquista do território é mais importante que prender pessoas ou recolher drogas e munição". A segurança da população é importante, se não prioritário, concordo. Mas afastá-los de uma zona e "jogarem" para outra, tão perigosa ou mais que a que se situavam, não seria colocar outras vidas em jogo que talvez estivessem sem riscos?

Quando se trata de vidas inocentes, acho que táticas militares não deveriam ser utilizadas. Não como primeiro recurso como vem sendo feita. Olho por olho e o mundo acabará cego.

E você, o que acha dessa guerra que está sendo travada no RJ?

***

Para complementar. Os bandidos, traficantes, ladrões e sinônimos sempre estiveram ali. Por que justo quando se aproxima um evento tão grande como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos é que se fazem uma ação como essas (de ambos os lados)? A resposta parece óbvia, mas há muito o que se pensar sobre isso.

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