Ou então a velha frase "Inimigo do meu inimigo é meu amigo" (que eu me lembre, foi o comentarista esportivo Antero Greco quem usou sabiamente a frase). Acho que posso dizer com segurança que o Campeonato Brasileiro é o único diferenciado nesse "Planeta Bola". É o mais competitivo, é um dos únicos que (quase) sempre há um campeão diferenciado (e diferente) e também o único que o campeão pode ser rebaixado e o quase rebaixado pode se sagrar campeão. Mas também é o único que vejo que também há inimigos, não adversários. Os torcedores são os militantes
A rixa entre torcidas (às vezes comissões técnicas e chefões dos times) se sobrepõe ao que deveria ser o espetáculo (no caso os jogos, a verdadeira torcida que não pára de apoiar [APOIAR] o time) e ficam apenas as ameaças aos jogadores e àqueles que tentam fazer seu trabalho. Tentam, pois grande parte das pessoas sucumbem á ira da torcida para ver seus "inimigos" afundarem.
Essa semana li no jornal que a torcida são paulina iria invadir o campo se o time ganhasse do Fluminense, isso apenas para que no outro jogo (Corinthians x Vitória), os jogadores do alvi-negro sentissem a necessidade de vencer. Estava vendo o jogo do Corinthians, logicamente, mas também estava atento ao jogo dos tricolores. Reparei que, pelo menos no início, os jogadores do São Paulo não se segurariam diante da pressão da torcida. Jogaram um bom primeiro tempo e então pensei "Ah! Legal que o São Paulo não está entregando o jogo" (pensando como torcedor, mas também como quem gosta de futebol).
Segundo tempo. Pressão do tricolor carioca. Normal de um time que busca a vitória para virar líder. Só que à partir de uma expulsão infantil do Richarlyson, meio que reparei que tinha alguma coisa errada. Talvez fosse apenas impressão minha, mas o jogador forçou para levar o segundo vermelho do jogo (Xandão já havia sido expulso pelo segundo amarelo em falta que vi como sendo justa). Ele ia apenas tomar um cartão amarelo, pelo que entendi de comentaristas, mas ele xingou até a primeira ancestral do árbitro Heber Roberto Lopes. Será que o Richarlyson sentiu a pressão da torcida?
Não vou tirar méritos do Fluminense que fez o correto em sufocar o time paulista e também condeno a falta de objetividade (e sorte pela saída de Ronaldo no primeiro tempo por lesão) do Corinthians.
Torcedores do Brasil (se não for do mundo) todo dizem que os jogadores não são maiores que o clube (quando um é taxado de chinelinho ou troca de clube com o rival ou esses casos típicos do mundo futebolístico). Então fica a pergunta: a torcida é maior que o clube? Porque até onde sei, amor à camisa não significa ódio ao adversário...
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