quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olá, dois mil e...

...doze!
Não. Não escrevi errado. E já vou explicar o motivo do título.
2010 passou rápido, não? Pra mim foi até demais. Mal deu pra digerir as comidas que fizemos no 1º semestre em Gastronomia [?].
Tirando a piada, o ano se passou com muito mais informação do que achei de costume. Não sobre o ano que está logo aí na janela do teu calendário, mas sim do ano de 2012 e outros além.
E do nada todo mundo vira Nostradamus."O Fim do mundo está logo aí". Nossa! Legal! Então por que você não aproveita a porra do ano que tu tá esquecendo em vez de se preocupar com um que ainda tá um pouco à frente? Ainda tem 2011 inteiro e quase 2012 todo pra se preocupar antes do previsto "fim".
"Fim" esse que EU (olá, Hebert Tada) acho um papo furado tremendo. Se o mundo vai acabar pelo clima instável ou aquecimento global a culpa é toda nossa, não? Se vai acabar porque a terra tremeu, os oceanos se ergueram, o vento se agitou ou se os deuses tão na TPM, azar o nosso. Particularmente eu acho que apenas alguma mudança drástica que vá matar metade da raça humana é que talvez aconteça. Qual será? Sei lá. Que tal não nos preocuparmos com o fim pra tentar saber? :)

Tirando toooooda essa lenga-lenga aí de cima (agora começa outra lenga-lenga)...

Queria agradecer a todos que fizeram um pouco desse 2010 menos pior pra mim (em alguns casos, melhor). Talvez essas pessoas saibam quem são (ou não), mas acho que vale a pena citar algumas delas.

Primeiro (e pra não sair da mesmisse) acho que vai pra família. Foi ela quem teve que aguentar a mudança abrupta e, a princípio, foi contra. Agora me dá todo o apoio que preciso.
Segundo vai aos meus melhores amigos, Elcio, Law e Marcos (acho que o Flávio e o Fábio podem entrar porque também estiveram juntos). Os melhores jogos de poker, boliche, reuniões, etc. 2011 com mais, né? :)
Terceiro àqueles que pude conhecer, mas nunca vi, mas sei que posso contar: minha pequena *-* [?] Lola, mana Cínth ♥, Caroles e Ludy (mesmo não falando mais comigo u_u). Sei que um dia vou encontrar minhas meninas :)
Quarto vai para os dois que conheci em 2009, Bruna e Kenny. Ainda que o Kenny não tivesse visto mais que uma vez e a Bruna já até cansei de ver [?], os considero irmão e irmã (não necessariamente nesta ordem *corre*).
Quinto e último é o pessoal que conheci por meio da maior arte do mundo, a Gastronomia. Toda a bancada 4, 6, a Su, a Lih, as meninas da 2 e aos chefs/professores que sempre deram todo o suporte para um pouco do conhecimento básico da gastronomia. Muito obrigado a todos.

Bem, não sei dar encerramentos bons, então feliz 2011 pra todos! \o

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para os fãs de terror...

...e admiradores da arte.
Não sei se é velho ou novidade. Pra mim é novidade porque nunca vi nenhuma dessas fotografias.
Site do fotógrafo Joshua Hoffine sobre a arte do horror. Muito bom!
Entrevista da Yahoo! Brasil com o fotógrafo aqui.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Odeio sonhos...

...pois nos mostram uma realidade que nunca teremos.
Realidade essa que tocamos inconscientemente
Como uma barreira invisível entre o eu e o que queremos.

Odeio sonhos pois nos mostram desejos que ansiamos;
Desejos insaciáveis, de puro egoísmo humano.
Querer e não ter, ter e não querer.

Odeio sonhos pois nos mostram o que escondemos
Para fazer com que a realidade não seja de todo ruim.
Coisas que se fizeram apagar das palavras que pronunciamos
Mas as palavras que soam dentro dos sonhos gritam...
Gritam...
Gritam...

E então abro os olhos
Vejo o que é real
E procuro no que posso me esconder novamente dos sonhos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dia de chuva

A chuva cai e castiga o vidro. O choro dos céus.
A testa colada no vidro sente cada gota de água. Pac! Pac! Pac! Pac! ...
A respiração embaça a janela. Os dedos formam cinco caminhos frios e tortos.
Os olhos fechados vêem no escuro o que a mente visualiza. O passado apagado. O presente somente. O futuro escuro; como meus olhos fechados.
Abro os olhos e estes me encaram de volta. Os mesmos que vêem o risco branco cortar o céu tempestuoso. Em algum lugar um pedaço de terra desapareceu. Minha mente é como um raio para minhas lembranças.
Vuuuuum! Vuuuuum! ... E as bochechas coram pelo vento que passa pelo vão da janela. Senti-lo como o presente.
Bruuummm....! E o raio avisa que chegou aos meus ouvidos. Será que o futuro também avisará? Quem sabe tão tardio quanto o trovão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O mundo, o Brasil e o futebol

Dizem que o futebol é uma linguagem mundial. Muitas pessoas se comunicam por esse esporte. Fazem amigos e inimigos, sofrem e têm medo, são idolatrados e vaiados, comercializam. É um mundo meio que paralelo já que quase tudo é possível de se fazer quando se trata de futebol. Pode até ser, mas por que há tanto preconceito quanto a times e paíse?

Hoje estava assistindo ao Mundial que junta os campeões de cada grande competição continental: UEFA Champions League, AFC Champions League (campeão da Ásia), CAF Champions League (campeão da África), OFC Champions League (campeão da Oceania) e a CONCACAF Champions League (campeão entre América do Norte, América Central e Caribe) e da Copa Libertadores. Passava Internacional x Mazembe. Ninguém conhecia o time africano e os africanos não conheciam o time colorado. Até aí acho normal porque só depende do interesse dos integrantes da comissão e jogadores. Se bem que conhecer o adversário também ajuda um pouco.

Mas seria arrogância por parte dos africanos ignorar um time que já venceu o Mundial contra o então mais famoso time do mundo, o Barcelona, em 2006? Ou apenas falta de comunicação como o nosso, brasileiros, quanto a times de, usando linguagem puramente jornalístico esportivo, "pouca expressão" do mundo?

Sempre gostei bastante dos canais ESPN pela imparcialidade e qualidade de seus comentaristas e jornalistas. Mas a gafe de hoje foi do comentarista do canal que disse, quando o Inter perdia já por 2x0, talvez não com essas palavras: "Com esse resultado, o Inter que foi campeão da Libertadores talvez nem devesse ter sido campeão do campeonato sulamericano". Bem, interpretem como quiserem, mas a minha foi de total preconceito para com o Mazembe.

E se o Mazembe for, na África, um time tão forte quanto o Inter é aqui no Brasil? Ou tão forte quanto a Internazionale é na Europa? E se os africanos derrotarem os italianos (supondo que passem dos coreanos), quais serão as notícias dos jornais esportivos? Ou até se a final for Mazembe x Seongnam?

Independente dos times que forem à final, espero que seja um bom jogo com a mesma empolgação dos jornais e boleiros de plantão como se fosse Inter x Inter. E que o time colorado não desanime por disputar o terceiro lugar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dexter



Acho que nunca me apaixonei tanto por uma história quanto a desse livro de Jeff Lindsay. 'Dexter, a mão esquerda de Deus' talvez tenha sido o melhor livro que li até agora. A série de tv foi baseada no personagem que é diferente de tudo o que conheço. "Talvez o primeiro serial killer que solicita nosso amor sem nenhuma vergonha" diz o Entertainment Weekly.
De final atordoante e sem quebrar o bom humor do personagem, o primeiro dos 5 livros da série Dexter (3 das quais parecem ter sido traduzidas no Brasil) é minha primeira recomendação no blog.

***

Nem vou colocar sinopse ou qualquer resenha sobre o livro. Fica só nisso pra atiçar a curiosidade (ou não) ;)
Ou se eu colocar, só bem depois.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dilemas de gastronomia 2

Continuando com o discurso sobre o que é gastronomia, uma conversa com meu chefe durante o almoço (e durante o trabalho, também) me fez ficar com a seguinte pergunta: A gastronomia atual é clássica ou moderna?


Tirando alguns tópicos como o de Ferran Adrià que é o topo da gastronomia molecular (ou tecnoemocional, já utilizando termos mais recentes) e outros percurssores da mesma escola moderna, a gastronomia recente se apega de onde veio?


Tudo começou com o assunto "purê de batatas". Nos tempos de agora se faz cozendo as batatas, espremendo-as, jogando leite e sal, mistura e pronto. Um dos chefs do restaurante discursou sobre o método clássico do preparo do purê. "Deve-se coar duas vezes para que a textura fique diferente" ou algo assim. E complementou "Não estou falando que é o modo certo ou errado, mas é o modo clássico, como o Alex Atala faz". Acho que o último comentário "como o Alex Atala faz" foi um pouco inútil (não estou menosprezando ele). Além do purê, também foi criticado o modo de fazer moderno do strogonoff. "Não se coloca molho inglês nem mostarda".


Um restaurante, para ser bem sucedido, deve apresentar boa comida, além da ambientação, caráter, funcionalidade, profissionalismo dos funcionários, etc. Mas aqueles que adotam o clássico (vai ser a palavra mais utilizada nesse post, suponho) serão tão diferenciados assim dos que utilizam modos modernos de preparações? Inovações, melhor dizendo. Afinal, todo modernismo (ao pé da letra) tem um toque do passado. Certo?

Estava eu assistindo ao Top Chef e o tema do desafio eliminatório era "Pratos modernos de Nova York". Um dos jurados, criticando os pratos, disse "Senti que eles (generalizando) regressaram uns 20 anos em vez de montar algo moderno". É tão errado assim? Está certo que o tema é atualidade, mas como eu disse antes, todo modernismo tem um toque do passado. Certo? [2]

Será que o presente gastronômico também será duramente criticado no futuro assim como fazemos o hoje com o ontem? Fica a pergunta com toque de crítica...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dilemas de um dia ruim [?]

Não. Não é que aconteça coisas boas. São coisas que podem ser piores para estragar um dia. No meu caso foram:

- Conseguir jogar 3/4 do brócolis no lixo por esquecer ele num canto no 2° dia no restaurante e levar carcada do chef, engolindo um sapo daqueles;
- Discutir com uma amiga por causa de um trabalho e depois se sentir muito mal por isso;
- Levar uma multa ridícula por estacionar em local proibido por não ver a porra de uma placa e nenhuma faixa amarela no local;
-Raiva de funcionários mais experiente que largam o serviço pela metade e jogam nas mãos dos estagiários para ir embora mais cedo;


Mas até que tiveram coisas boas:

- Boa prova de peixes;
- Excelente segundo dia de inaguração;
- Champagne de excelente qualidade para comemorar um fim de expediente produtivo;
- Elogios vindos de Ronnie Von e convidados;
- Elogios vindo dos chefs e dono do restaurante

Enfim. Não to muito legal pra falar muito mais coisas. To com sono, cansado e estagiário também merece descansar.

Até mais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ah, o restaurante...

...local onde se come bem (dependendo de onde for), conversas, música ambiente, garçons indo e vindo com suas bandejas cheias de cor, aromas e sabor. Opa! Acho que estou na parte boa de uma instalação alimentícea que por trás das cortinas mais parece uma grande engrenagem que não pára. Além da mistura constante de aromas e cores, há também os dribles sensacionais dos cozinheiros, auxiliares e chefs em cima dos fogões, pias, geladeiras, mesas com misenplaces e dos seus iguais. Tachos fervendo, líquidos e caldos borbulhando, carnes na frigideira, respingos nas paredes e nas bocas dos fogões. Tudo faz parte dessa grande máquina chamada cozinha.

Há também sua parte artística. Finalizações dos pratos para serem mandados para os clientes, o toque único dos chefs, a pintura que fica a dolman e no avental dos funcionários internos.

E depois de um exaustivo dia de trabalho na qual se tem o risco de perder 3 dedos das mãos, queimaduras de 2° grau, escorregar em pequenas poças de óleo ou líquidos no chão, tropeçar nos colegas e instrumentos, depois de tudo isso fica a satisfação de ver o cliente repetindo um pedido, elogiando os pratos da casa, querendo conhecer as peças que formaram o que vai para suas bocas.

É. Acho que descobri uma parte da verdadeira gastronomia.

***

Achei que seria interessante passar um pouco da minha primeira experiência dentro de um restaurante. Um pouco diferente do que se passa dentro de uma cozinha facultativa, porém a desmotivação não me atingiu em nenhum momento, o que eu acho que seria diferente em outra área ou se fosse outra pessoa. O cansaço excessivo te leva a querer atingir um nível que a mente te faz trabalhar ainda mais, fazendo com que o esforço valha a pena. No final, fiquei ainda mais motivado em ter mudado o rumo. Um caminho que sei que vai me fazer ainda melhor.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro, cidade...

conhecida como "cidade maravilhosa", famosa pelas belas praias, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, futuro jogos Olímpicos de 2016... e pela violência frequente.


As notícias são muitas quando se trata do Rio. Até a pouco tempo se enfatizava os próximos jogos Olímpicos, com sede na cidade. Agora o tópico é de guerra. No mais puro sentido da palavra.

Bandidos com armas de nível militar. Tanques de guerra da marinha brasileira passando por cima de automóveis em chamas. Atentados praticamente terroristas. Tiroteios. O Estado mudou de máscara.

Vi no jornal o que os traficantes e bandidos disseram como "motivo" para o atual estado: "Com UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), não tem Jogos Olímpicos". Uma frase para ser pensada. Teria a UPP dado algum motivo para que os "vilões" fizessem as atrocidades que vêm cometendo? Ou então querem apenas seu "espaço livre" para continuar com pequenos assaltos e execuções contra inimigos?

Fato é que o povo é quem recebe pelos atos de ambos os lados. Guerra alimenta guerra. Ninguém nunca pensa em um acordo pacífico e só querem revidar na mesma moeda para mostrar o poder que tem. O Secretário de Segurança do RJ diz com o maior orgulho que "A conquista do território é mais importante que prender pessoas ou recolher drogas e munição". A segurança da população é importante, se não prioritário, concordo. Mas afastá-los de uma zona e "jogarem" para outra, tão perigosa ou mais que a que se situavam, não seria colocar outras vidas em jogo que talvez estivessem sem riscos?

Quando se trata de vidas inocentes, acho que táticas militares não deveriam ser utilizadas. Não como primeiro recurso como vem sendo feita. Olho por olho e o mundo acabará cego.

E você, o que acha dessa guerra que está sendo travada no RJ?

***

Para complementar. Os bandidos, traficantes, ladrões e sinônimos sempre estiveram ali. Por que justo quando se aproxima um evento tão grande como Copa do Mundo e Jogos Olímpicos é que se fazem uma ação como essas (de ambos os lados)? A resposta parece óbvia, mas há muito o que se pensar sobre isso.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por que "The Walking Dead" faz tanto sucesso no Brasil?



Não sei se alguém já se perguntou isso. Uma série de quadrinhos americano que até então era desconhecido (ou desprezado) aqui no Brasil virou febre de um dia para outro. Vendo comparativos sobre outras séries de ficção/terror/drama/thriller, talvez perca apenas para Supernatural (que está em sua 6ª temporada). Passou com facilidade, em apenas 4 episódios, "The Vampire Diaries" (2ª temporada) e anda de mãos dadas com "Lost" (6 temporadas). Já passou "Fringe" (3ª temporada) e "V" (indo para a 2ª temporda).

Não vale a pena gastar a pele dos dedos pra fazer uma sinopse desses 4 primeiros episódios, já que todo mundo assiste (eu, inclusive).

Mas o que fez da série uma febre no Brasil? Os zumbis? O cenário apocalíptico? A drama que ronda o policial Rick Grimes, Lori e Shane, o ex-parceiro e melhor amigo de Rick? Sangue? Shane comendo a Lori?

O que eu vejo de interessante na série é a parte do drama. As pessoas mudam quando estão sob algum tipo de pressão. Os instintos do ser vivo afloram a ponto de não verem o que está ao redor deles e apenas se focar em um único objetivo (cada personagem tem um). O verdadeiro egoísmo.

Em alguns personagens claramente não se vê esse tipo de estado mental tão à flor da pele. No caso seria o Carl (filho de Rick e Lori), o Glenn (o japa) e o Ed (gordão que apanha do Shane no 01x3).

Eu não li os quadrinhos pra ver como termina e nem estou muito afim de ver. Acho que o seriado está começando a melhorar, mas não achei que começou tão bem quanto todo mundo diz. Só gostei mesmo é do 01x4, por enquanto.

Qual sua opiniao sobre "The Walking Dead"? Por que acha que está tão famoso no Brasil? Comentem!

Dilema do escritor



Caros colegas escritores (cronistas, roteiristas, contistas, poetas, etc...), vocês que trabalham a mente para mostrar ao mundo o que se pode fazer com palavras que não sejam xingar, menosprezar, preconceituar [?], ... Aqueles que mostram a arte do alfabeto (independente de qual língua seja), a escultura das palavras e o "Louvre" dos textos. Já se pegaram pensando, conscientemente, sobre o que escrever?

Aquelas idéias que vagam pela cabeça como moscas em uma noite abafada enquanto você dorme. Então você pega o lápis (ou vai ao teclado do computador) e começa a redigir o corpo das idéias. "Mas que caralho! Não era isso que eu tinha na cabeça". Então passa a borracha no grafite (ou backspace do teclado), fecha a cara e fica olhando pro branco do papel (ou Word) com cara de ._.

Salve algumas exceções, creio que a maioria já passou por isso. Pois este é meu dilema de alguns meses pra cá. Idéias vêm e vão mais rápido que piscar de olhos. Falando em olhos, elas sempre vêm quando você está de olhos fechados tirando um cochilo ou dormindo depois de um dia estressante de trabalho/vagabundisse [?].

Não estou postando aqui para colocar o que acho ou o que passo com esse maldito bloqueio literário (mas talvez tenha sido esse o motivo para começar um blog livre). Mas como eu estava pensando em alguma coisa pra escrever que não um post de blog, mas sim algum conto, mas a idéia me fugiu como sabonete molhado escapando por entre os dedos. Enfim...

Se puderem e quiserem, compartilhem seus dilemas literários. Quem sabe numa dessas alguns de nossos colegas exploda em idéias e possamos, então, nos ajudar. :)

Amizade

Acho que há vários "tipos" de amizades. Aqueles que sobrevivem com o passar de longos anos, aqueles que você encontra uma ou outra vez a cada 6 meses (esbarrando ao acaso no shopping, por exemplo), os distantes e verdadeiros, os próximos e tão verdadeiros quanto os distantes...

Mas seriam os amigos aqueles que dizem ser "para todas as horas"? Em partes concordo. Mas acho que depende da pessoa.

Cada um tem vários tipos de amizades.E para cada tipo há uma (ou algumas) situações.


Contaria um segredo para aquela garota que é sua melhor amiga, mas sempre dá com a língua nos dentes? Ou então contaria seu segredo carnal para aquele que é tímido e não expressa opiniões sobre nada? Cada um, cada um.


Ah! Não podemos falar de amizades sem falar de pais, não é? Acho que nossos queridos pais têm papel crucial para o nosso comportamento social e nossa rede de pessoas. Papel crucial, não que seja apenas bom ou apenas ruim...


Pais superprotetores. Protegem os filhos das ameaças externas e também de alguns amigos. "Cuidado com quem andas". Basicamente é isso que alguns pais dizem. Talvez isso funcionasse quando eu não mal engatinhava -q

Vejo alguns deles um tanto ultrapassados como se ainda vivessem naquela época da infância deles. Daqueles que os pais (nossos avós) escolhiam com quem andar por ser da vizinhança e apontavam o indicador para aquela "peste" que ninguém quer por perto porque ele andava na rua, não na calçada. Ah, vá!

Não preciso citar os pais que souberam adotar o modo de vida do século XXI. Não estou falando que devam expor as crias aos perigos constantes da sociedade (bandidos, assassinos, serial killers, pedófilos, padres [?]), mas que também não os pressione de modo que os isolem numa bolha. Conhecer as pessoas com quem os filhos andam já é um modo de monitorar com controle.

Voltando para as amizades. Pergunta básica: escolhemos nossos amigos?

Acho que as amizades são como uma família. Ninguém escolhe os amigos que têm. E assim como qualquer pessoa, eles vêm e vão (em todos os sentidos). É um processo tão natural quanto respirar. Se bem que tem gente que consegue se afobar um pouco...

Não é por algumas trocas de palavras que alguém vai virar seu amigo. Assim como um verdadeiro amor, amizade se adquire. Confiança, respeito, conhecimento... Talvez na ordem contrária.

Com o tempo, tudo isso se transforma na pessoa que você pode confiar (veja que não utilizei "para todas as horas" no lugar de "confiar"). Daí é só seguir com o que achar melhor de cada amizade. E vou parar por aqui porque, como disse anteriormente, cada um, cada um.

Essa foi pra você, pequena, só porque tu pediu [?] :*

Dilema de gastronomia

O que é gastronomia? É a mesma coisa que culinária? "Mais Você" com a Ana Maria Braga ou "Top Chef" da Sony?

Acho que nem o chef mais fodido do mundo deve ter a resposta exata para essas perguntas (exceto, talvez, pela última).

Como nem ele (sei lá quem) deve saber, então vou me arriscar opinar, também.

Acho que a maioria das pessoas (eu, inclusive) entra num curso de gastronomia pensando que vai sair um Ferrán Adriá da vida. Agora, depois de ingressar apenas na beira dessa vasta praia, me pergunto de onde vem todo esse misticismo. Veja de onde vem os grandes chefs do mundo. Grande parte das faculdades gastronômicas estão crescendo apenas agora. A verdadeiras escolas, no meu ver, são aquelas criadas ao longo dos tempos. As bases gastronômicas que há em todos os países. Todos os cozinheiros (pois é, chef também é essa palavra um tanto discriminada por aí) surgem de uma base aprendendo com sua mãe, que aprendeu com sua avó, que aprendeu com outras tantas gerações. E assim nas instituições de ensino, repassando técnicas e ensinamentos de grandes chefs do passado e entrando no nosso século com os grandes gênios da cozinha e suas inovações (tecnoemocional, gastronômicos, etc...).

Porém, nesse nosso maravilhoso mundo corrido, muitos conseguem virar "chefs" (ou pelo menos conseguem a nomenclatura). Um chef de cozinha japonesa não é aquele que sabe fazer um corte num salmão com apenas uma passada da faca. Ouvi dizer que preferem o termo "sushimen" (pelo menos aqui no Brasil) e que também há técnicas milenares para o corte perfeito de um peixe para sushi (ou sashimi, que seja), além de saber preparar o próprio arroz e condimentos. Também se deve ter respeito, além de técnica. Não é à toa que para se fazer um corte perfeito no sashimi mais perigoso de todos, o da carne de baiacu, precisa-se de, pelo menos, 20 anos de treinamentos com alguém especializado para que haja 0% de contaminação de veneno (ou então serão 100% de morte ao comensal). Imagina um ser que se julga um chef preparado e que não consegue respeitar um dos animais mais venenosos do mundo, mesmo que morto. Negligência total! Foi apenas um exemplo que sei do que eu acho perfeito de um chef.

Talvez eu tenha fugido um pouco das perguntas do topo do post, mas acho que são respostas que, mesmo que sejam de outras questões, ainda se fazem por valer por serem da mesma área e por não ter como fugir delas.

Quanto a culinária, acho que ela deve entrar mais para a parte de regionalismo e sentimentalismo. Receitas de vó que nunca são mudadas por serem aquelas que toda a família adora comer quando se reúnem, ou aquele prato maravilhoso que lembra quando você foi àquela viagem para tal Estado. Bem, eu esqueci a palavra exata para o tipo de cozinha "memorial", mas é bem por aí a minha opinião.

(Ah! E eu prefiro "Top Chef" a "Mais Você").

Já para finalizar, acho legal colocar o link da opinião de outra pessoa. Blog/página opinativa do professor Bergamo (coordenador do curso de Gastronomia da Metodista) sobre Gastronomia.

E pra finalizar (mesmo!), nem vou comentar sobre a pergunta de ordem: o que é sustentabilidade/ser sustantável? Sei que gastronomia e sustentabilidade devem se bater constantemente, mas já tem gente demais falando sobre isso para verdades (não mentiras) de menos. Melhor ficar quieto pro buraco não aumentar. :x

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Entregar ou não entregar

Diz a lenda que nunca se deve ajudar um inimigo*, pois alguma hora ele te derrubará. Não se deve ajudar!*
Ou então a velha frase "Inimigo do meu inimigo é meu amigo" (que eu me lembre, foi o comentarista esportivo Antero Greco quem usou sabiamente a frase). Acho que posso dizer com segurança que o Campeonato Brasileiro é o único diferenciado nesse "Planeta Bola". É o mais competitivo, é um dos únicos que (quase) sempre há um campeão diferenciado (e diferente) e também o único que o campeão pode ser rebaixado e o quase rebaixado pode se sagrar campeão. Mas também é o único que vejo que também há inimigos, não adversários. Os torcedores são os militantes do exército das equipes (generalizando, lógico).

A rixa entre torcidas (às vezes comissões técnicas e chefões dos times) se sobrepõe ao que deveria ser o espetáculo (no caso os jogos, a verdadeira torcida que não pára de apoiar [APOIAR] o time) e ficam apenas as ameaças aos jogadores e àqueles que tentam fazer seu trabalho. Tentam, pois grande parte das pessoas sucumbem á ira da torcida para ver seus "inimigos" afundarem.

Essa semana li no jornal que a torcida são paulina iria invadir o campo se o time ganhasse do Fluminense, isso apenas para que no outro jogo (Corinthians x Vitória), os jogadores do alvi-negro sentissem a necessidade de vencer. Estava vendo o jogo do Corinthians, logicamente, mas também estava atento ao jogo dos tricolores. Reparei que, pelo menos no início, os jogadores do São Paulo não se segurariam diante da pressão da torcida. Jogaram um bom primeiro tempo e então pensei "Ah! Legal que o São Paulo não está entregando o jogo" (pensando como torcedor, mas também como quem gosta de futebol).

Segundo tempo. Pressão do tricolor carioca. Normal de um time que busca a vitória para virar líder. Só que à partir de uma expulsão infantil do Richarlyson, meio que reparei que tinha alguma coisa errada. Talvez fosse apenas impressão minha, mas o jogador forçou para levar o segundo vermelho do jogo (Xandão já havia sido expulso pelo segundo amarelo em falta que vi como sendo justa). Ele ia apenas tomar um cartão amarelo, pelo que entendi de comentaristas, mas ele xingou até a primeira ancestral do árbitro Heber Roberto Lopes. Será que o Richarlyson sentiu a pressão da torcida?

Não vou tirar méritos do Fluminense que fez o correto em sufocar o time paulista e também condeno a falta de objetividade (e sorte pela saída de Ronaldo no primeiro tempo por lesão) do Corinthians.

Torcedores do Brasil (se não for do mundo) todo dizem que os jogadores não são maiores que o clube (quando um é taxado de chinelinho ou troca de clube com o rival ou esses casos típicos do mundo futebolístico). Então fica a pergunta: a torcida é maior que o clube? Porque até onde sei, amor à camisa não significa ódio ao adversário...