quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Novas postagens! Dicas sobre onde comer (ou não comer) em SP

E aí, galero!Resolvi abrir um novo tipo de postagem pra página já que tava meio parada e só continha coisas sobre contos meus e algumas opiniões alheias. Juntando minha área de formação, a gastronomia, com dois hobbies meus, escrever e comer [?], tentarei fazer com que esse tipo de postagem seja, pelo menos, semanal.
Tudo o que for escrito aqui é de opinião minha e de pessoas que estavam junto na situação.

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Começando pelo mais recente, eu e meus amigos fomos no Jedi Burger, aberto faz alguns poucos meses do lado de Santo Amaro, no bairro Chácara Santo Antônio. Já pelo nome podemos saber qual a temática escolhida: Star Wars, ao qual "Jedi" é a classe dos heróis da saga.
Localizado quase ao lado da marginal Pinheiros, a lanchonete abriga cerca de 60 a 70 pessoas, com mesinhas e cadeiras um pouco espremidas e é um incomodo se há aquela pessoa "espaçosa-das-pernas-abertas". De ambiente bem iluminado, possui duas telas que passam, creio eu, filmes da saga Star Wars o tempo inteiro. (Funcionários já devem até saber as falas de Jabba, the Hutt. D: ). As paredes contém papéis de parede que tentam passar o ambiente de dentro das naves do filme, acho que do Millenium Falcon pra ser mais preciso, mas não dá o clima disso e acho que pecaram aí. Algumas Light Saber criam espaços nos painéis das paredes e poderiam ter caprichado um pouco mais nelas também.
O atendimento foi bastante bom. Foi tudo bem rápido e não teve uma cara feia, mesmo quando Darth Vader e seu Storm Trooper entraram ao som da trilha clássica do filme (Pan-pan-pan Pan-param Pan-param) e desfilaram entre as mesas, tirando fotos e fazendo poses para os clientes.


Foram mais ou menos 10 minutos até que as luzes fossem acesas novamente e o serviço retomado normalmente. Esse é, provavelmente, o ponto forte da lanchonete.
Tem um cardápio bem variado. Quanto aos lanches que pedimos, ninguém provou o famoso Pic Darth Vader, aquele do pão preto. Não por nojo ou motivos mimimi. Fui de Grievous (talvez o personagem Sith mais legal ever) e fiquei um pouco desapontado. Lógico que foi um risco calculado querer que carne de porco venha sempre suculenta, mas podia ter um pouco mais de gordura suína na carne. No mais estava bem temperada e o barbecue não roubou a cena. Meus amigos pediram lanches de carne bovina e não saíram desapontados.
A faixa pra comer lá não é tããão caro. Fica na faixa de R$ 40,00, com bebida. Valem o preço, mas sem acompanhamentos.
As pessoas gostam de nota, então de 0 a 10, vou de 7 pro Jedi's. Acho que fui infeliz no lanche que peguei, mas o atendimento é muito bom e a interação com o público certeira. Acho que pecou na falta de capricho dos detalhes, mas no geral é bom.

Última observação: se você é daquele que gosta de pegar fila, vá na fé. Senão, chegue cedo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Bomba-relógio

Eu não ando pensando no pior para os outros; penso no pior para mim e em como eu mereço que tudo de errado que fiz volte em proporções iguais ou maiores. Parece um problema fácil de resolver, e até deveria ser mesmo. Corrigir os erros para não cometê-los no futuro parece promissor, mas não desejo isso.

Desejo ver uma gota de sangue para cada palavra profanada. Desejo minha mente entrar em colapso para cada mentira dita. Desejo sentir cada fragmento de alma se esvair para cada coração partido.

Até pareço uma má pessoa se olhar por fora. Não acho que seja o caso. Para cada atribuição negativa, tive um bom motivo (para mim, claro). Mas talvez eu continue com tudo isso; não para ver o mal dos outros, apenas para ver minha autodestruição iminente.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Não existe classe social, apenas falta de senso do ridículo.

18+: Você leitor, não me responsabilizo pela sua interpretação quanto ao texto.

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Ontem, 10/11/5015, ajudei um amigo num evento em São Paulo, na Câmara Municipal de São Paulo. Boa estrutura, cozinha ampla para prepararmos nosso serviço, funcionários atenciosos (alguns até demais). Depois de dois dias de mise-en-place cansativo, tudo para ser um evento tranquilo.
Os comensais seriam pessoas de cargo político, doutores e professores, em geral, além de convidados diplomatas. Era esperado em torno de 300 pessoas.
Foram servidas entradas antes do nosso serviço. Alguns, já impacientes, cobravam pelo prato principal, mas nada que saísse de uma rotina. Funcionários de outros setores vinham e apreciavam a montagem e tiravam fotos. Alguns pediam por uma degustação e, se sobrasse, logicamente serviríamos.
Depois de mais de duas horas de espera pelo atraso no cronograma, e eu que gosto muito sqn de atrasos, foi nos permitido servir, então transportamos a comida pelo salão até as ilhas onde seria o buffet. Talvez pelo excesso de pessoas, ou por falta de espaço, ou porque não pedíamos "Licença" alto o suficiente (quase berrando), ou por serem um bando de tapados mortos de fome, as pessoas não nos deixava chegar nas mesas e, consequentemente, "atacavam" a barca de sushi (um metro e vinte de barca recheado de sushi) antes mesmo de chegarmos. E quando finalmente conseguimos colocar a comida na mesa, nos empurravam contra ela sem nos deixar sair.
Posso estar enganado, mas acredito muito na minha noção de tempo, mas não se passaram nem 3 minutos e tivemos que repor as duas ilhas. E o mesmo processo de empurra-empurra se repetiu, com o mesmo processo de pessoas querendo pegar a comida antes de outras e o mesmo processo de dificultarem nossa passagem de ida e volta da cozinha. E tudo isso se repetiu pela terceira vez.

Depois desse pequeno texto, onde quero chegar: como eu disse antes, os comensais foram pessoas de cargo político, doutores, professores, diplomatas e convidados, além do staff que organizou o evento. O que eu vi durante o serviço foi nada mais que um bando de animais presos numa jaula quando jogam um pedaço de carne no meio dela. A comparação é a competição de quem chegaria primeiro sem se importar com quem serve ou quem está esperando junto pra comer. Não houve distinção entre cargo político, doutor, professor, diplomata, staff. Era cada um por si. (Aliás, parabéns ao comitê organizador que largou mão do significado "organizador" e se juntou a trupe da desordem.)
Durante uma breve pausa entre a segunda e terceira leva, uma pessoa se aproximou de nós na cozinha. Se virou para nós e disse que não conseguiria comer por causa do tumulto e pela falta de tempo. Se despediu e foi embora. Outra pessoa agradeceu pela comida que não conseguiu comer por conta das outras pessoas. Cara...

Sei bem o que escrevo aqui, assim como também sei que foi um evento atípico. No meu ramo de trabalho é a primeira vez que vejo isso acontecer. Não era uma situação crítica, muito menos algo especial, mas esse evento me mostrou a verdadeira face de uma parte das pessoas que você vê na tevê, esbarra na rua ou dá "bom dia" quando sai para trabalhar. Se numa situação medíocre as pessoas agem dessa forma, imagine só quando realmente necessitarem de alguma coisa.