O céu corria preguiçosamente enquanto eu assistia a corrida de nuvens deitado naquele duro banco de madeira. O vento batia em meus pés descalços fazendo ligeiras cócegas. Os dedos se contorciam agradecendo o carinho.
Perdido pelo azul infinito que refletiam pelos olhos, estava eu esperando. Pelo que? Por quem? Não importava. Sei quem era, por qual motivo e nada mais importava. Só.
Virei a cabeça para o lado percebendo que alguém se aproximava. Saltando da van branca de sirenes ligadas, a bela moça corria em minha direção. Como ficava bem naquele traje branco. Os cabelos negros balançando irregularmente, sem seguir o ritmo frenético com que corria a mim. Cada vez mais perto, mais perto...
Mas quem era ela? Eu não a esperava. Nem sabia seu nome. Talvez quisesse me tirar de quem eu realmente estava esperando.
Senti outra presença, dessa vez repentina. Não chegava a tapar completamente os raios de Sol, mas me protegia como uma lente escura. Não conseguia ver seu rosto, mas nem precisava. Sabia que era ela. Senti que sorria para mim assim como eu sorria para ela. Se curvou um pouco e tocou meu peito.
Um leve arrepio correu pelo corpo, então a dor. Tão repentina. Tão poderosa. Tão implacável. O coração batia como se estivesse sendo socado por dezenas de mãos invisíveis. Caminhos de suor frio transbordavam da testa e corriam para encharcar a camisola azul. O corpo curvado em um arco perfeito.
E tão rápido como começou, terminou. Nem senti quando a enfermeira checou meu pulso e balançou negativamente a cabeça.
Perdido pelo azul infinito que refletiam pelos olhos, estava eu esperando. Pelo que? Por quem? Não importava. Sei quem era, por qual motivo e nada mais importava. Só.
Virei a cabeça para o lado percebendo que alguém se aproximava. Saltando da van branca de sirenes ligadas, a bela moça corria em minha direção. Como ficava bem naquele traje branco. Os cabelos negros balançando irregularmente, sem seguir o ritmo frenético com que corria a mim. Cada vez mais perto, mais perto...
Mas quem era ela? Eu não a esperava. Nem sabia seu nome. Talvez quisesse me tirar de quem eu realmente estava esperando.
Senti outra presença, dessa vez repentina. Não chegava a tapar completamente os raios de Sol, mas me protegia como uma lente escura. Não conseguia ver seu rosto, mas nem precisava. Sabia que era ela. Senti que sorria para mim assim como eu sorria para ela. Se curvou um pouco e tocou meu peito.
Um leve arrepio correu pelo corpo, então a dor. Tão repentina. Tão poderosa. Tão implacável. O coração batia como se estivesse sendo socado por dezenas de mãos invisíveis. Caminhos de suor frio transbordavam da testa e corriam para encharcar a camisola azul. O corpo curvado em um arco perfeito.
E tão rápido como começou, terminou. Nem senti quando a enfermeira checou meu pulso e balançou negativamente a cabeça.
Genial. @_@
ResponderExcluirLi duas vezes pra ver se o sentido estava tão implícito desde o começo, e, rly, só sabendo o final pra reconhecer todas as dicas que você deu durante o texto.
Ficou perfeito, H. *-*
Sério? Depois de ler umas três vezes achei que o texto em si ficou tão banal D:
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