segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Lágrimas silenciosas

Por que choram? Não é isso que eu gostaria que fizessem. Gostaria de vê-los sorrindo, lembrando cada momento de alegria que passamos, cada momento juntos, com cada um de vocês. Queria que lembrassem de quando os fiz rir, de quando os suportei e de quando estiveram ao meu lado. Afinal, é nos momentos ruins que a felicidade deve vir à tona.

Por favor, parem de chorar. Pois minhas lágrimas já não podem mais cair por estes olhos fechados.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Inflexão

Estão dizendo por aí que eu não sorrio mais. Então me pergunto: como conseguem ver o meu interior?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Eu sei escrever

Eu sei escrever:
cartas de amor,
correspondências de ódio;
textos fantásticos,
contos inertes;
poemas líricos,
poesias sofríveis;

Sei escrever um pouco de tudo,
só não sei escrever sobre mim mesmo.
A vida como um caderno em branco,
me falta apenas um escritor para completá-la.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

À espera.

O céu corria preguiçosamente enquanto eu assistia a corrida de nuvens deitado naquele duro banco de madeira. O vento batia em meus pés descalços fazendo ligeiras cócegas. Os dedos se contorciam agradecendo o carinho.

Perdido pelo azul infinito que refletiam pelos olhos, estava eu esperando. Pelo que? Por quem? Não importava. Sei quem era, por qual motivo e nada mais importava. Só.

Virei a cabeça para o lado percebendo que alguém se aproximava. Saltando da van branca de sirenes ligadas, a bela moça corria em minha direção. Como ficava bem naquele traje branco. Os cabelos negros balançando irregularmente, sem seguir o ritmo frenético com que corria a mim. Cada vez mais perto, mais perto...

Mas quem era ela? Eu não a esperava. Nem sabia seu nome. Talvez quisesse me tirar de quem eu realmente estava esperando.

Senti outra presença, dessa vez repentina. Não chegava a tapar completamente os raios de Sol, mas me protegia como uma lente escura. Não conseguia ver seu rosto, mas nem precisava. Sabia que era ela. Senti que sorria para mim assim como eu sorria para ela. Se curvou um pouco e tocou meu peito.

Um leve arrepio correu pelo corpo, então a dor. Tão repentina. Tão poderosa. Tão implacável. O coração batia como se estivesse sendo socado por dezenas de mãos invisíveis. Caminhos de suor frio transbordavam da testa e corriam para encharcar a camisola azul. O corpo curvado em um arco perfeito.

E tão rápido como começou, terminou. Nem senti quando a enfermeira checou meu pulso e balançou negativamente a cabeça.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

(Sem título)

O vento corre afoito sem direção, sem destino, sem nenhum propósito. Mexe despreocupado com os galhos, com a grama, com os cabelos, tudo exatamente na mesma sincronia. O farfalhar da blusa acompanha o ritmo irregular.
O sol reserva certo conforto que o vento gélido traz. Amorna o clima e aquece o corpo. Cega-nos, também, pelos feixes que miram nossos olhos. A mão se ergue para proteger dos raios, mas não das lembranças.
As mãos, o vento, o sol. Ingredientes já conhecidos.
O mesmo vento que batia nas maçãs do rosto. Maçãs essas que já estavam coradas pelo tempo que os olhos se encaravam.
O mesmo sol que iluminava nosso abraço já aquecido. Nem precisávamos dele. Mas estava lá, como está agora. Talvez para lembrar-me do que é estar aquecido.
As mesmas mãos que tocaram as maçãs frias e coradas, que sentiram o calor das tuas. As mesmas que não acenaram num adeus inexistente...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hollow

Eu o mataria pra se afastar de mim
Para ver o monstro que posso ser
O estrago que posso fazer

Pois bem sei que sem ele me sentirei mais leve
Sem o pesar de suas emoções
Tão frio quanto a neve

Irreparáveis cicatrizes que não sangram
Só quero me livrar da dor
Tornar-me vazio no peito
Sem um coração de rancor

domingo, 9 de janeiro de 2011

É foda

Não é o título mais adequado, mas foda-se, né? :)

Stress sem motivos? Quer pegar a primeira cabeça que aparecer e socar na parede até abrir um buraco nos dois? Quer xingar muito no Twitter? É! Tá foda! Tô afim de fazer um pouco de cada hoje e nem sei o porquê. Mas descobri que tirar e ver fotos de cenários e paisagens me deixa menos nervoso. Não que eu não vá explodir com o primeiro que vier falar merda pra mim ^^

(Crédito para esta foto é da Paty)





terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Schramm

Ae \o
Acabei de voltar de RP. Fui lá visitar a Bruna e foi muito foda (pelo menos eu achei lol). Descobri que sou imune à alcool e que tenho vontade de morar lá porque a cidade é legal. Tipo, tudo é perto um do outro '-' Só não gostei dos preços das coisas lá. PQP! Vai ser caro em outra pqp que não RP [?]. Enfim...

Vamos falar sobre Schramm. Depois de assistirmos ao filme, eu e a Bruna resolvemos postar sobre o dito cujo q. Seguinte conclusão: WHAT THE FUCK???!!!


O subtítulo em é "Into the mind of a serial killer". Acho que a Bruna mesma já postou sobre o que é um serial killer. No meu ver, um serial killer é algum indivíduo que pode OU não ter problemas psicológicos EEEEEEEEEEEEEEEEEEE que matou, pelo menos, umas 10 pessoas COM algum tipo de especificação ou procedimento, consciente ou inconscientemente.

À partir daqui vai ter spoiler. Lê se quiser porque é um filme que eu aconselho não assistir.




Lothar, que é o personagem central, tem algum tipo de problema psicológico. Ele é fissurado na vizinha dele, que é prostituta, tem umas alucinações bizarras dele correndo a São Silvestre, tem uma maldita criatura que até agora não consegui identificar o que é que mora na gaveta dele e que gosta de pagar boquete -N e também que ele tem 3 pernas, duas normais e uma que ele fica trocando com a perna direita normal dele qqq

Ele morre porque quebrou o nariz depois de cair da escada enquanto pintava a parede que estava respingada com sangue de dois evangélicos que bateram na porta dele pra falar que Jesus era a salvação. Ele convidou os dois pra entrar e beber, daí ele cortou o pescoço do crente enquanto a outra gritava horrorizada, mas não corria de jeito nenhum. E esses foram as duas únicas pessoas que ele matou no filme todo. E o motivo? Nem o diretor deve saber ._.

Que mais? Ah, sim! O loop! O filme roda em loop! Você não sabe onde começa, onde termina, onde tá o meio, o começo é o fim e o fim é o meio que também é a sinopse do começo qqq

Acho que é só, pelo que me lembro ._. Qualquer coisa vejam o blog da Bruna que ela também vai fazer comentário sobre o filme. Ela deve lembrar de mais coisas que eu '-'

Buenas notches