quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Olá, dois mil e...

...doze!
Não. Não escrevi errado. E já vou explicar o motivo do título.
2010 passou rápido, não? Pra mim foi até demais. Mal deu pra digerir as comidas que fizemos no 1º semestre em Gastronomia [?].
Tirando a piada, o ano se passou com muito mais informação do que achei de costume. Não sobre o ano que está logo aí na janela do teu calendário, mas sim do ano de 2012 e outros além.
E do nada todo mundo vira Nostradamus."O Fim do mundo está logo aí". Nossa! Legal! Então por que você não aproveita a porra do ano que tu tá esquecendo em vez de se preocupar com um que ainda tá um pouco à frente? Ainda tem 2011 inteiro e quase 2012 todo pra se preocupar antes do previsto "fim".
"Fim" esse que EU (olá, Hebert Tada) acho um papo furado tremendo. Se o mundo vai acabar pelo clima instável ou aquecimento global a culpa é toda nossa, não? Se vai acabar porque a terra tremeu, os oceanos se ergueram, o vento se agitou ou se os deuses tão na TPM, azar o nosso. Particularmente eu acho que apenas alguma mudança drástica que vá matar metade da raça humana é que talvez aconteça. Qual será? Sei lá. Que tal não nos preocuparmos com o fim pra tentar saber? :)

Tirando toooooda essa lenga-lenga aí de cima (agora começa outra lenga-lenga)...

Queria agradecer a todos que fizeram um pouco desse 2010 menos pior pra mim (em alguns casos, melhor). Talvez essas pessoas saibam quem são (ou não), mas acho que vale a pena citar algumas delas.

Primeiro (e pra não sair da mesmisse) acho que vai pra família. Foi ela quem teve que aguentar a mudança abrupta e, a princípio, foi contra. Agora me dá todo o apoio que preciso.
Segundo vai aos meus melhores amigos, Elcio, Law e Marcos (acho que o Flávio e o Fábio podem entrar porque também estiveram juntos). Os melhores jogos de poker, boliche, reuniões, etc. 2011 com mais, né? :)
Terceiro àqueles que pude conhecer, mas nunca vi, mas sei que posso contar: minha pequena *-* [?] Lola, mana Cínth ♥, Caroles e Ludy (mesmo não falando mais comigo u_u). Sei que um dia vou encontrar minhas meninas :)
Quarto vai para os dois que conheci em 2009, Bruna e Kenny. Ainda que o Kenny não tivesse visto mais que uma vez e a Bruna já até cansei de ver [?], os considero irmão e irmã (não necessariamente nesta ordem *corre*).
Quinto e último é o pessoal que conheci por meio da maior arte do mundo, a Gastronomia. Toda a bancada 4, 6, a Su, a Lih, as meninas da 2 e aos chefs/professores que sempre deram todo o suporte para um pouco do conhecimento básico da gastronomia. Muito obrigado a todos.

Bem, não sei dar encerramentos bons, então feliz 2011 pra todos! \o

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Para os fãs de terror...

...e admiradores da arte.
Não sei se é velho ou novidade. Pra mim é novidade porque nunca vi nenhuma dessas fotografias.
Site do fotógrafo Joshua Hoffine sobre a arte do horror. Muito bom!
Entrevista da Yahoo! Brasil com o fotógrafo aqui.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Odeio sonhos...

...pois nos mostram uma realidade que nunca teremos.
Realidade essa que tocamos inconscientemente
Como uma barreira invisível entre o eu e o que queremos.

Odeio sonhos pois nos mostram desejos que ansiamos;
Desejos insaciáveis, de puro egoísmo humano.
Querer e não ter, ter e não querer.

Odeio sonhos pois nos mostram o que escondemos
Para fazer com que a realidade não seja de todo ruim.
Coisas que se fizeram apagar das palavras que pronunciamos
Mas as palavras que soam dentro dos sonhos gritam...
Gritam...
Gritam...

E então abro os olhos
Vejo o que é real
E procuro no que posso me esconder novamente dos sonhos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dia de chuva

A chuva cai e castiga o vidro. O choro dos céus.
A testa colada no vidro sente cada gota de água. Pac! Pac! Pac! Pac! ...
A respiração embaça a janela. Os dedos formam cinco caminhos frios e tortos.
Os olhos fechados vêem no escuro o que a mente visualiza. O passado apagado. O presente somente. O futuro escuro; como meus olhos fechados.
Abro os olhos e estes me encaram de volta. Os mesmos que vêem o risco branco cortar o céu tempestuoso. Em algum lugar um pedaço de terra desapareceu. Minha mente é como um raio para minhas lembranças.
Vuuuuum! Vuuuuum! ... E as bochechas coram pelo vento que passa pelo vão da janela. Senti-lo como o presente.
Bruuummm....! E o raio avisa que chegou aos meus ouvidos. Será que o futuro também avisará? Quem sabe tão tardio quanto o trovão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O mundo, o Brasil e o futebol

Dizem que o futebol é uma linguagem mundial. Muitas pessoas se comunicam por esse esporte. Fazem amigos e inimigos, sofrem e têm medo, são idolatrados e vaiados, comercializam. É um mundo meio que paralelo já que quase tudo é possível de se fazer quando se trata de futebol. Pode até ser, mas por que há tanto preconceito quanto a times e paíse?

Hoje estava assistindo ao Mundial que junta os campeões de cada grande competição continental: UEFA Champions League, AFC Champions League (campeão da Ásia), CAF Champions League (campeão da África), OFC Champions League (campeão da Oceania) e a CONCACAF Champions League (campeão entre América do Norte, América Central e Caribe) e da Copa Libertadores. Passava Internacional x Mazembe. Ninguém conhecia o time africano e os africanos não conheciam o time colorado. Até aí acho normal porque só depende do interesse dos integrantes da comissão e jogadores. Se bem que conhecer o adversário também ajuda um pouco.

Mas seria arrogância por parte dos africanos ignorar um time que já venceu o Mundial contra o então mais famoso time do mundo, o Barcelona, em 2006? Ou apenas falta de comunicação como o nosso, brasileiros, quanto a times de, usando linguagem puramente jornalístico esportivo, "pouca expressão" do mundo?

Sempre gostei bastante dos canais ESPN pela imparcialidade e qualidade de seus comentaristas e jornalistas. Mas a gafe de hoje foi do comentarista do canal que disse, quando o Inter perdia já por 2x0, talvez não com essas palavras: "Com esse resultado, o Inter que foi campeão da Libertadores talvez nem devesse ter sido campeão do campeonato sulamericano". Bem, interpretem como quiserem, mas a minha foi de total preconceito para com o Mazembe.

E se o Mazembe for, na África, um time tão forte quanto o Inter é aqui no Brasil? Ou tão forte quanto a Internazionale é na Europa? E se os africanos derrotarem os italianos (supondo que passem dos coreanos), quais serão as notícias dos jornais esportivos? Ou até se a final for Mazembe x Seongnam?

Independente dos times que forem à final, espero que seja um bom jogo com a mesma empolgação dos jornais e boleiros de plantão como se fosse Inter x Inter. E que o time colorado não desanime por disputar o terceiro lugar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dexter



Acho que nunca me apaixonei tanto por uma história quanto a desse livro de Jeff Lindsay. 'Dexter, a mão esquerda de Deus' talvez tenha sido o melhor livro que li até agora. A série de tv foi baseada no personagem que é diferente de tudo o que conheço. "Talvez o primeiro serial killer que solicita nosso amor sem nenhuma vergonha" diz o Entertainment Weekly.
De final atordoante e sem quebrar o bom humor do personagem, o primeiro dos 5 livros da série Dexter (3 das quais parecem ter sido traduzidas no Brasil) é minha primeira recomendação no blog.

***

Nem vou colocar sinopse ou qualquer resenha sobre o livro. Fica só nisso pra atiçar a curiosidade (ou não) ;)
Ou se eu colocar, só bem depois.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Dilemas de gastronomia 2

Continuando com o discurso sobre o que é gastronomia, uma conversa com meu chefe durante o almoço (e durante o trabalho, também) me fez ficar com a seguinte pergunta: A gastronomia atual é clássica ou moderna?


Tirando alguns tópicos como o de Ferran Adrià que é o topo da gastronomia molecular (ou tecnoemocional, já utilizando termos mais recentes) e outros percurssores da mesma escola moderna, a gastronomia recente se apega de onde veio?


Tudo começou com o assunto "purê de batatas". Nos tempos de agora se faz cozendo as batatas, espremendo-as, jogando leite e sal, mistura e pronto. Um dos chefs do restaurante discursou sobre o método clássico do preparo do purê. "Deve-se coar duas vezes para que a textura fique diferente" ou algo assim. E complementou "Não estou falando que é o modo certo ou errado, mas é o modo clássico, como o Alex Atala faz". Acho que o último comentário "como o Alex Atala faz" foi um pouco inútil (não estou menosprezando ele). Além do purê, também foi criticado o modo de fazer moderno do strogonoff. "Não se coloca molho inglês nem mostarda".


Um restaurante, para ser bem sucedido, deve apresentar boa comida, além da ambientação, caráter, funcionalidade, profissionalismo dos funcionários, etc. Mas aqueles que adotam o clássico (vai ser a palavra mais utilizada nesse post, suponho) serão tão diferenciados assim dos que utilizam modos modernos de preparações? Inovações, melhor dizendo. Afinal, todo modernismo (ao pé da letra) tem um toque do passado. Certo?

Estava eu assistindo ao Top Chef e o tema do desafio eliminatório era "Pratos modernos de Nova York". Um dos jurados, criticando os pratos, disse "Senti que eles (generalizando) regressaram uns 20 anos em vez de montar algo moderno". É tão errado assim? Está certo que o tema é atualidade, mas como eu disse antes, todo modernismo tem um toque do passado. Certo? [2]

Será que o presente gastronômico também será duramente criticado no futuro assim como fazemos o hoje com o ontem? Fica a pergunta com toque de crítica...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Dilemas de um dia ruim [?]

Não. Não é que aconteça coisas boas. São coisas que podem ser piores para estragar um dia. No meu caso foram:

- Conseguir jogar 3/4 do brócolis no lixo por esquecer ele num canto no 2° dia no restaurante e levar carcada do chef, engolindo um sapo daqueles;
- Discutir com uma amiga por causa de um trabalho e depois se sentir muito mal por isso;
- Levar uma multa ridícula por estacionar em local proibido por não ver a porra de uma placa e nenhuma faixa amarela no local;
-Raiva de funcionários mais experiente que largam o serviço pela metade e jogam nas mãos dos estagiários para ir embora mais cedo;


Mas até que tiveram coisas boas:

- Boa prova de peixes;
- Excelente segundo dia de inaguração;
- Champagne de excelente qualidade para comemorar um fim de expediente produtivo;
- Elogios vindos de Ronnie Von e convidados;
- Elogios vindo dos chefs e dono do restaurante

Enfim. Não to muito legal pra falar muito mais coisas. To com sono, cansado e estagiário também merece descansar.

Até mais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ah, o restaurante...

...local onde se come bem (dependendo de onde for), conversas, música ambiente, garçons indo e vindo com suas bandejas cheias de cor, aromas e sabor. Opa! Acho que estou na parte boa de uma instalação alimentícea que por trás das cortinas mais parece uma grande engrenagem que não pára. Além da mistura constante de aromas e cores, há também os dribles sensacionais dos cozinheiros, auxiliares e chefs em cima dos fogões, pias, geladeiras, mesas com misenplaces e dos seus iguais. Tachos fervendo, líquidos e caldos borbulhando, carnes na frigideira, respingos nas paredes e nas bocas dos fogões. Tudo faz parte dessa grande máquina chamada cozinha.

Há também sua parte artística. Finalizações dos pratos para serem mandados para os clientes, o toque único dos chefs, a pintura que fica a dolman e no avental dos funcionários internos.

E depois de um exaustivo dia de trabalho na qual se tem o risco de perder 3 dedos das mãos, queimaduras de 2° grau, escorregar em pequenas poças de óleo ou líquidos no chão, tropeçar nos colegas e instrumentos, depois de tudo isso fica a satisfação de ver o cliente repetindo um pedido, elogiando os pratos da casa, querendo conhecer as peças que formaram o que vai para suas bocas.

É. Acho que descobri uma parte da verdadeira gastronomia.

***

Achei que seria interessante passar um pouco da minha primeira experiência dentro de um restaurante. Um pouco diferente do que se passa dentro de uma cozinha facultativa, porém a desmotivação não me atingiu em nenhum momento, o que eu acho que seria diferente em outra área ou se fosse outra pessoa. O cansaço excessivo te leva a querer atingir um nível que a mente te faz trabalhar ainda mais, fazendo com que o esforço valha a pena. No final, fiquei ainda mais motivado em ter mudado o rumo. Um caminho que sei que vai me fazer ainda melhor.